Mostrando postagens com marcador Cartas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cartas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Carta de agradecimento

  Venho por meio desta agradecer a tudo que recebo. Uma forma , talvez meio estranha de agradecer, mas assim fica registrado meu real intento.

 Sei que a vida me trouxe dissabores e não foram poucos, mas agradeço o que recebi, alegrias, elogios, pais, amigos, amores, flores, melhorias, vitalidade, esperança e  favoritismo, sim a vida me deu favoritismo em muitas coisas e hoje posso saborear meu café da manhã, ciente de que fui abençoada por ter saúde e ser ativa no quesito manter a estrutura daquilo que me foi devido conceber ao longo tempo.

 Hoje vim agradecer o dia ensolarado, o sol, as árvores, os pássaros, o gato no seu rito matinal, a cobra tomando sol no quintal, o barulho na vizinhança e tudo que ainda virá. Tenho expectativas tantas, esperanças e fé em Deus. Problemas enfrentamos sempre, e no país temos reflexos dos mesmo,  e vamos absorvendo essa sintonia mais negativa, mas isso é insignificante e pertence ao mundo fenomênico, pois o mundo de Deus está nosso coração, esse é sombra daquilo que Deus nos enviou e nós modificamos, portanto, sejamos a mudança que torna tudo mais aprazível e fecundo. Pensamentos e ações contributiva para alinhar o eixo da vida que se tornou disforme e improdutiva, por questão de doenças, vícios e perdições. Vamos agir com prontidão e fé.

  Agradeço a quem ler essa missiva e receba minha saudação matinal, de Bom dia com carinho.




terça-feira, 4 de abril de 2023

Carta de intenção


Inicio esta com uma dúvida, qual seria o assunto, e depois vejo que é simples, a intenção é um pedido de desculpas, que embora tardio, vem de modo genuíno.

Aqui venho pedir-lhe desculpas, por não vindo antes a ti e dito o que querias ouvir.

Desculpa por não ter visto e na minha alienação não ter entendido o seu modo de ser.

Desculpa por não ter criado o rito que tinhas em mente, com projetos bem dignos e coerentes com a nossa função e vocação.

Desculpa por não ter perguntado durante esse tempo todo, como você estava; se estava bem, se tinha vontade de expor suas dores, suas dúvidas, suas incertezas acerca do viver e nunca me preocupar se você tinha mesmo problemas.

Desculpa por eu não estar presente quando você mais precisou de mim, naqueles dias de solidão e noites angustiantes, onde seu coração ansiava por um afago, um carinho, uma palavra de conforto.

Desculpa por eu não conseguir compreender teus sonhos e desejos, por mais estranhos que eles possam parecer a olhos de outros, cabia a mim a atitude de crer ou pelo menos o favorecer com minha presença e uma palavra de incentivo e, assim anima-lo a seguir, apesar dos percalços.

Desculpa por ser tão verdadeira como querias ou implorava, mas meu ser estava em outro patamar, talvez algo que você nunca vá entender, e tínhamos tantas coisas em dissonância, que meu coração passou da própria verdade a descrer.

Desculpa por não ajuda-lo a esculpir sonhos em material duro como o aço e blinda-los, mas fui ingênua e criei fantasias perenes que se dissolveram num vendaval, e depois de tantos temporais e coisas estranhas, fiquei avessa a tarefa de construir  e polir  algo que fosse mais fantasioso ou beirasse a vida em sonhos.

Desculpa por sempre querer impor minha vontade contra sua manifestação afetiva e genuína, mas saiba eu nunca esperei um feito desses , nem nos meus melhores sonhos. 

Desculpa por ignorar suas lágrimas, suas súplicas, sua solidão, suas carências, suas necessidades mais íntimas, usando como arma minha fala exasperada e minha falta de conduta ética e moral.

Desculpa por não saber lidar bem com seus sentimentos direcionados a mim, ainda que, fossem de indignação, raiva, ciúmes e decepção, cabia a mim entender o motivo da situação.

Desculpa por eu nunca tentar chegar a até você, o receio de que fosse algo tipo trollagem ou uma mentira maior, e assim me desiludir,isso fez sempre  eu resistir a tal avanço.

Desculpa por eu não conseguir mudar ou alterar o modo de ver as coisas, pragmático e prático e assim, criar essa lacuna entre a gente.

Desculpa por eu não entender, não saber dos seus gostos,suas virtudes, seus vicios e implicar muito contigo.

Desculpe-me por eu não te conhecer.


Sinceramente, peço-lhe desculpas.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Cartinha

 O objetivo desta não é explicar, nem mesmo justificar nada, pois para certas questões nem há justificativas.

Venho através desta me reportar aqueles que tem por mim estima e fazendo um aceno para quem, num tempo futuro,  leia meu portifólio, entenda meu momento e o por quê disso tudo, enfim, serei  pontual.

Meus textos são prosaicos e de um tom pueril que, coisa de um entusiasmo literário, mas tenho por eles grande apreço e carinho, por isso, agradeço o trâmite dado ao fluxo dos mesmos, mesmo com interesses diversos implicitos no caso.

Saudações literárias!



terça-feira, 9 de agosto de 2022

Carta para Deus

 Deus,


Aqui estou, meio sem jeito, me sentindo estranha em escrever esta carta, mas a ideia é boa, preciso lhe agradecer pela mensagem noturna. Sonhos que trazem tantas coisas boas, outras mensagens turvas, mas a tua, foi altaneira.

Por que escrever esta? Simples, porque se na minha visão, estás em tudo que fazemos, sentimos ou pensamos, nestas linhas vindas do pensamento, com emoção, estás também, portanto sou filha do Criador e aqui com ele estou.

De minha parte, só tenho a agradecer, tantos percalços, tantos descaminhos, tantos revezes, e sempre, sempre estivesse comigo. Senti tua presença a todo momento, mesmo naqueles tempos idos, onde me deixei levar pelo outro caminho, o da dúvida e da indagação, querendo atrair outra participação; ali, vi que estava errada, e a verdade luminosa vinda de ti me renovou.

Todos os momentos até aqui foram ricos de aprendizados e marcaram minha vivência, tive momentos de felicidade, alegrias, euforias, nostalgia, carência, solidão, angústia, tédio, ausências sentidas, tormentos vividos, mas em todos eles pude contar com a força que me deste e o amparo divino.

Há ainda muito a se fazer e talvez, eu ainda nem saiba como fazê-lo, mas ouvindo a voz de Deus inspirando energia e confiança, dá mais ânimo e traz mais alento ao coração em conflito. Ouviste tu, Deus meu grito no silêncio? Não sei ao certo, mas o que sei é que sempre és presente e benevolente.

Só tenho a agradecer pelas circunstâncias, alternâncias de dia e noite; de humor, de ideias, de inspiração, pois se assim não fosse não teria como eu absorver este teu poder divino. Minha compleição física, minhas limitações, minhas virtudes, meus dons e atributos, tudo me foi ofertado com um propósito, e deles fiz, faço e ainda farei bom uso, para um bem maior, ainda que este maior, seja um pequeno grupo familiar ou uma pessoa que de mim precise para ajuda-la a melhorar.

Uma mensagem simples de agradecimento de uma pessoa que ainda está trilhando caminhos na busca do acerto e em todos eles, sempre levo comigo a sua sinalização de humanização, bem querer e estima, mesmo que erre, estou aprendendo em vários estilos e locais, pois bem sei que não importa a denominação, a crença ou o enfoque, o que conta mesmo é crer e manter acesa a chama da Vida; minha mente e coração em ti entregue, na certeza da tua real existência e poder.

Gratidão, Deus pelo que sou, pelo que me fizeste!





quarta-feira, 16 de março de 2022

Carta para Felipe (O dignatário)

Bom dia,

Como estás?


A gente não consegue mais conversar, em virtude de tantas coisas que aconteceram e nos comprometeram no ano passado, e agora, ficamos mais distantes. Gostaria de saber como está vivendo, como tem sido seus dias, e se tens se cuidado como deveria.


Sabe, eu sempre achei estranho o seu modo de interagir com as pessoas, sei lá, com mensagens em redes sociais, e essas coisas, isto acaba dando vazão a tantas interpretações, e foi o que aconteceu. Você me enviou uns vídeos e mensagens no facebook, e eu não entendi o recado, pois estava num momento conturbado, e  voltada para meus problemas, depois você sentiu "desprezado" e me bloqueou na plataforma, mas sei que lês meus escritos lá, aqui e no meu site, por isso escrevo esta para ti.


Entenda, eu creio, que não se pode interagir ou construir relações onde há desconfiança e algumas neuras, no meu caso; uma relação, seja afetiva ou social se faz com exposição de fatos e caso, estas venham a causar constrangimento, se faz necessário uma certa ponderação do que se vai expor, o que convenhamos, você sempre foi muito ácido nos seus textos. Eu escrevo de amor, de solidão, de saudade, de alegria, de natureza com a mesma fluência, sem resvalar nos modelos pré-estabelecidos.  São fantasias? Talvez sim, talvez não.. Fica a cargo da imaginação do leitor. Me sinto bem quando leem meus escritos e dizem que é bom. 


Tenho ciência que as coisas são caóticas e, é bem desinteressante aos olhos de uma pessoa alheia ao contexto ,   mas o que seria  da vida sem os percalços!? 


Enfim, quero que saibas que não há de minha parte como você sugere um "descaso " pelo seu modo de escrever e uma pitada de inveja , nada disso, se   assim o fosse eu seria uma pessoa desleal. Tenho a ti como uma pessoa muito querida que veio nas asas do vento e sua intenção era apenas conhecer outros estilos e modos de vida, e o que viu não te agradou, por isso o teu sumiço  dos sites e da vida literária.  Sou uma pessoa tímida e receosa e não me sentiria bem neste enredo estranho que constrói em teus contos, apesar que minha vida monótona é simples traz este apelo pelas coisas diferentes e que são mesmo instigantes. Seria um pulo de um prédio, sem paraquedas. Fiquei muito encucada e cismada com você, mas pelo soube é comum na sua vida as pessoas te estranharem, enfim, gosto mesmo assim. Um grande amigo que me deu impulsos e dicas. 


Espero que esteja bem, no seu lugar preferido, aquela casa amarela, nas terras catarinenses, perto daquela linda cachoeira. Qualquer dia, me atrevo e tomo coragem de te procurar, mas enquanto não consigo isto fazer, deixo aqui, esta carta para você.


Se cuida aí, que me cuida por aqui.


Beijos a ti!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Lavando roupa suja, logo pela manhã

Olá, como estás?

Espero que bem, pois estou indo, aqui e ali, seguindo como Deus quer, o que me motiva esta, é nossa conversa de dias, meses e anos, melhor o monólogo , pois só você fala e expõe de forma crua e fria suas impressões sobre mim, e eu quase sempre fico sem conseguir argumentar, por uma série de fatores que nem vou citar, para os leitores, não cansar. Bom, o que importa é que estou já nas tampas com isto; porque é engraçado ou cômico, que quando sou eu a repassar a ti as turras e birras, estou errada, aí vem você com um sermão pronto, e quando é você que comete o desalinho, eu tenho que aceitar e ficar quieta e aceitar de bom grado, como sendo uma marca de boa presença e evolução, como você mesmo diz. Isto no dito popular é chamado de DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS, pois a ti, os céus e a terra e a mim, a desventura e a guerra?! Sei não. pode ser minha introspecção e modo de agir, simples e acolhedor, mas vejo que nessa interação, você se aproveita do meu momento frágil, não faz a troca de afetos ou gentilezas, só que me cobra pela mesma?! Eu não entendo, isso, o mundo mudou ou fui  eu que em algum lugar no tempo parou????

Ontem, na nossa última conversa antes de você pegar o trem, você me perguntou, de forma tácita: Quem é você? Oras, creio que tanto tempo nessa troca de informações e confidências, ser quase impossível você não me conhecer, então, resumo aqui: Sou uma pessoa boa, justa, simples, simpática, familiar, cristã, com gostos singulares de bem viver, mas que fica muito triste e chateada com críticas que venham a desabonar o que eu estou a almejar ou até sonhar. Facilmente, me emociono, pois sou sensível ao que expressa desalento, dor, sofrimento e carência, por isso vivo nessa inconstância. Gostaria que respeitasse meu jeito de ser, pois não consigo retribuir ou dirigir algo bom, afetivo ou simpático, quando o ambiente se torna turvo, brusco e apático a minha presença, atuação e até opinião. Preciso que voc~e confie em mim, assim como desde que o conheci, depositei confiança em ti. Uma via de mão dupla.

Sei que você deve estar lendo isto agora, pois te enviei no whatsapp, um textão, e que fique bem claro, isto tudo é para manter minha postura diante de tudo, pois me sinto muito mal com a situação assim, decaindo e você, como um ser mais maduro e cheio de experiências, não está dando ao fato a devida atenção, que seja esta, a marca de uma transparência na relação.

Sei que não devo, porém me atrevo, a te pedir um atenção ao que escrevi ontem no face, é de suma importância, releia e me diz o que achou, sua opinião me ajuda muito, por favor!

Sem mais,

Fique bem, beijos!





quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Carta para Noel

Querido Noel!


Bem sei que já passei da idade de acreditar em contos de fadas, fantasias  e todas essa criação que tem alusão as festividades natalinas, mas hoje resolvi te escrever para expor algumas coisas.

Quando criança eu não tinha oportunidade de escrever a ti, era outra época, só tínhamos as cartas e telegramas, nada de internet e toda essa coisa avassaladora que nos informa e nos conecta o tempo todo. Então, voltando a infância, eu não tinha como te escrever, e na naquela fase de tenra infância, ainda acreditava ser você um "enviado dos céus" para atender as crianças carentes. Meu desencanto se deu quando tinha sete anos e fui colocada cara a cara com a realidade que Papai Noel não existia e também naquele Natal, por circunstâncias adversas do momento, não ganhamos nem eu, nem meu irmão, nenhum brinquedo. Pura desilusão, talvez nem pelo brinquedo, mas pelo fato de crer em algo que só alimentava nossas esperanças durante o ano, como boas crianças.

Houve um tempo, na minha fase adulta que te escrevi, só por curiosidade. Queria eu ter um correspondência com selo internacional, e pronto lá, fui eu no correios, e enviei uma carta para você, não pedi nada, pois sabia da "Operação comercial" que havia em torno de ti, apenas queria receber uma carta de longe, desse lugar que habitas nas mentes e na literatura. Fracasso! Não houve resposta ou não me entregaram a tal carta, porque, teve uma fase de minha vida, que algumas coisas que vinham para mim, não chegavam até meu conhecimento, mas isto é outra história.

Hoje, vejo as pessoas decorando árvores com bonequinhos que imitam suas roupas vermelhas, barba branca, e cara de bonachão, rrrrrrrsssssssss, Eu mesma, na escola, no ensino secundário, fiz bonequinhos de Papai Noel com copinhos de danone ( Um luxo!). Nas lojas tem imagens suas, nas festividades nas praças públicas, nas embalagens e etiquetas de natal que usamos nos presentes, enfim, sua presença é constante, e mesmo sabendo, que é comercial, e as crianças, creio devem ser raras e, as mais novas, ainda podem ter essa fantasia, da sua existência colorida. Infelizmente, as fantasias de criança foram quase que todas "jogadas" na vala da racionalidade pendendo para a artificialidade.

O que torna tudo um tanto desconfortável nessa sua história é que, trazes consigo o símbolo de bonança e venturas em todos os lares na noite de Natal, o que sabemos, lamentavelmente, não ocorre, e o mais difícil e espinhoso é competir com o aniversariante e pasme, ter mais sucesso que ele, em termos de visualização e indicação da data. Sei que a culpa não é tua, afinal São Nicolau a priori queria apenas contribuir para uma expectativa mais aprazível e calorosa da data, e acabou que superou em termos de "marketing" o iluminado que teria, historicamente, nascido nessa data. Digo, marketing e comercial, porque sei bem, que se levarmos em conta o lado espiritual e emotivo, as pessoas fazem, graças a Deus, a menção a Jesus.

Bom, acho que já enchi as suas paciências com esta, pois só falei de mim e do que acho que você representa, mas nem por isso, te excluo dos enfeites, aqui mesmo, na mesa em frente a mim, tem uma pequena árvore com pequeninas réplicas tuas, o que acho muito fofo!

Então, Noel, é isso, estou aqui, sem outra atividade e resolvi escrever esta para postar em algum site, quem sabe lá pela Noruega ou no Polo ártico, alguém leia, na grande rede, e dê risadas sobre minhas lembranças e impressões. O que vale mesmo é se divertir num tempo de tanto tormentos, dúvidas, doenças, mudanças climáticas e tudo mais.

Ficará solta no limbo da infinita rede de computadores, a quem interessar, ler e apreciar, já agradeço

e desejo um Feliz Natal.


quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Carta aberta

Querido, J.

Ontem me peguei pensando na situação estranha e avessa em que nos encontramos. Confesso, sei que minhas ideias não foram muito além das incertezas vigentes da nossa interação afetiva. Tenho eu lá meus receios e cismas, ainda que você tente fazer ver e perceber o que está a um palmo a frente do meu nariz.

Sabe, eu estou num momento turbulento, e sei que você tem ciência disso, pelos amigos em comum, pelas notas de rodapé nos escritos do Blog, pelos "stories" que publico, enfim, a vida está um tanto "balançada", para os lados de cá, e você compreende o momento. Sei também, que isso não justifica algumas procrastinações, como você bem faz alusão, pedindo de mim, mais ação.

Querido, J, eu sei que meus defeitos e falhas, são dissonantes a ti, vindo de onde vens, tendo o que tens, sabendo que sabes, e por essa razão, provoca essa "anormalidade" para que eu saía desta minha passividade contemplativa e improdutiva. O que posso dizer? Que apesar de tudo, e apesar dos feitos e efeitos advindos dessa alteração no meu mundo, eu tenho a pretensão, sim de alterar o rumo. 

Nada te direi sobre o dia, a semana ou a hora, mas sei que está por um fio o corte dessa ligação infrutífera com um passado de danos, prejuízos e mágoas; se ainda não o fiz, não me tenha mal, é que fico a pensar, a pensar, a pensar, e nesse meu jeito de tomar tudo como responsabilidade minha,  isso me deixa impotente. Paradoxo, mas assim que vejo.

Enfim, para não te cansar muito, acrescento que tudo que veio, foi de alguma forma construtivo, mesmo que a principio eu não tenha entendido seu intento, por ser tão disfarçado numa atenção fraterna, que a mim dedicastes desde o início, quando nos conhecemos através daquelas mensagens de Orkut, e olha lá se vai um tempo, rssssssssss.

Quero que saiba que sua ação teve reação e ainda que seja tardia, desabrochará ali uma flor que foi cuidada com seu amor, carinho e préstimos.

Ao meu amado J, muito obrigada!





Carta à um amigo e amado que está na Holanda, e cuida de mim, mesmo tão longe.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Escritos de gaveta

 Tu dizes que me ama...por que, ainda não sei. Sou um osso duro de roer, pessoa difícil de se conviver. Carente e muito emotiva, preciso de dengo e chamego, mas também não gosto de ser cobrada e criticada.

 Tu dizes que me ama...por que, ainda não sei. Sou eu a mulher do outro lado da rua, que foge do encontro para evitar ser reavalida de fato.

 Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Tenho minhas falhas, bem sei, mas tento me adequar, se bem que não é fácil melhorar quando se vê diante de alguém as suas falhas apontar.

 Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Sou cismada, nem um pouco radiante, fico enciumada e ainda por cima sou pedante.

 Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Sou preguiçosa e meio devagar, carrego comigo esta sina desde a infância, se bem que a vida me faça com afinco a muitos me dedicar.

 Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Escrevo umas poucas linhas, sem pretensão e nem soberba. Tive ímpetos que foram produtivos, porém meus escritos são assim, meros, simples, quase um risco.

 Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Não carrego sonhos comigo, sei lá, nem onde os deixei ou se alguma vez na vida os alimentei. Vou vivendo o dia a dia, com ou sem poesia, fazendo cena e rimas, ora de amor, ora de solidão. Sem a algo de fato me apegar.

 Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Tenho minhas fases de lua, também, mas sou tristonha, soturna e calada, quando cismo...posso ser esfuziante e agitada dependendo do motivo. Nada a ver com Bipolar, não venha me catalogar.

 Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Se pudesse ser flor, girassol ou flor de lis eu seria, porque gosto da cor do sol, e sinto a singeleza do Lis. Gosto de MPB e também de clássicos. Não curto muito o ritmo alucinante do funk.

 Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Tive minhas vitórias sim, as tive, mas também tive dias e fases inglórias...tem coisas das quais não me orgulho não, mas tento encarar como passos da minha evolução.

 Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Se querias alguém livre, desvinculada, articulada e erudita , errou o endereço, carrego alguns entraves, se bem que não são coisas que me valem, que faço seguir como lei.

 Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Talvez eu nunca venha a entender a forma do amor histriônico, esse meio fogos, meio louco, meio bobo...talvez eu não saiba vivenciar a dor no papel, culpada ou inocente, seria o verbo de ligação, tão veemente? Sei não....Ser ou não , eis a questão.

 Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Só sei, que simplesmente, um dia te encontrei e por ti me apaixonei. 

terça-feira, 9 de março de 2021

Dia Quatro

 CARTA -POESIA


Dia quatro ou quarto dia
talvez aqui não haja carência
da ordem em que se apresenta
o inicio de uma carta-poesia.


   Já se passaram vários dias, meses e até fechamos ciclos anuais, em que motivados por uma fogosa inspiração, nos entregamos ao jogos de prazer e luxúria, em detrimento da razão, e agora, ficamos a mercê da inconstância do tempo.
   Você me disse que estava com problemas diversos, eu não acreditei, e naquela rua erma, numa noite de outubro quase te esganei. Eu, como você já sabe, tenho lá minhas limitações, são muitas coisas em jogo, família e segurança, não se pode jogar tudo para o alto e sair por aí com a cabeça na lua, a mão no bolso, e o bolso vazio, como você sempre o fez e queria. Sinto muito. 

   Nosso affair foi enlouquecedor, mas precisamos frear os impulsos, por isso te escrevo esta breve carta, não como um " chega pra lá" digital, mas como uma maneira simpática e não tão avessa de explicar por que viajei para longe e te abandonei.Precisava cuidar de mim e de outros… Você sabe bem.

   Saiba que mesmo distante, ainda penso em ti com aquele ardor de outrora,mas temos que ser sensatos e agir com cuidado e tato, para não ocorrer  alguma coisa que escape ao nosso controle.

   Você é muito, muito especial, e, por isso, mantenho essa interação e preservo o sentimento que mantém esse laço, nessa carta endereçada com amor, carinho e amizade.

       Beijos a ti

      Querido Záchary





Nota: Cada dia uma observação, um fato ou uma ilação, que gera um escrito nem sempre real, podendo ser fantasia o que expresso

domingo, 5 de janeiro de 2020

Constatações e indagações

Tu dizes que me ama...por que, ainda não sei. Sou um osso duro de roer, pessoa dificil de conviver. Carente e muito emotiva, preciso de dengo e chamego, mas também não gosto de ser cobrada e criticada.
Tu dizes que me ama...por que, ainda não sei. Sou eu a mulher do outro lado da rua, que foge do encontro para evitar ser reavalida de fato.
Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Tenho minhas falhas, bem sei, mas tento me adequar, se bem que não é fácil melhorar quando se vẽ diante de alguém as suas falhas apontar.
Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Sou cismada, nem um pouco radiante, fico enciumada e ainda por cima sou pedante.
Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Sou preguiçosa e meio devagar, carrego comigo esta sina desde a infância, se bem que a vida me faça com afinco a muitos me dedicar.
Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Escrevo umas poucas linhas, sem pretensão e nem soberba. Tive ímpetos que foram produtivos, porém meus escritos são assim, meros, simples, quase um risco.
Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Não carrego sonhos comigo, sei lá, nem onde os deixei ou se alguma vez na vida os alimentei. Vou vivendo o dia a dia, com ou sem poesia, fazendo cena e rimas, ora de amor, ora de solidão. Sem a algo de fato me apegar.
Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Tenho minhas fases de lua, também, mas sou tristonha, soturna e calada, quando cismo...posso ser esfuziante e agitada dependendo do motivo. Nada a ver com Bipolar, não venha me catalogar.
Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Se um dia eu for flor, girassol ou flor de lis eu serei. porque gosto da cor do sol, e sinto sonoridade no Lis. Gosto de MPB e também de Clásssicos. Não curto muito o ritmo alucinante do Funk.
Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Tive minhas vitórias sim, as tive, mas também tive dias e fases inglórias...tem coisas das quais não me orgulho não, mas tento encarar como passos da minha evolução.
Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Se querias alguém livre, desvinculada, articulada e literata, errou o endereço, carrego alguns entraves,se bem que não são coisas que me valem, que faço seguir como lei.
Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Talvez eu nunca venha a entender a forma do amor histriônico, esse meio fogos, meio louco, meio bobo...talvez eu não saiba vivenciar a dor no papel, culpada ou inocente, seria o verbo de ligação, tão veemente? Sei não....Ser ou não , eis a questão.
Tu dizes que me ama...porque ainda não sei. Só sei, que simplesmente, um dia te encontrei e por ti me apaixonei.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

A carta



Caro D.M, estou sentindo que preciso agradecer-te e não sei como, pois esta relação estranha e um tanto enviesada não nos permite muita aproximação, e somente em letras na rede é possível, deixar-te um recado ou um mimo, como um poemeto um tanto pueril.

Sei bem que estou em dívidas contigo, em relação a algumas situações em que você se propôs a intervir e acudir de modo anônimo, e bem sei que houve uma manifestação de sua parte, porém, de acordo com este enredo fantasioso e "teatral', esconde-se tu, sob máscaras de outros, usando suas falas para inferir e atuar no momento que lhe convém.

Esse dias me peguei a matutar, sobre os acontecimentos passados recente, e vi que lá nas letras encontrei uma falha grave de minha parte onde não mencionava sua presteza no caso de uma atendimento solicitado, e que foi feito em tempo hábil, sendo que sempre demora. Outro fato que também não houve uma menção minha a respeito foi um simples link a mim enviado via conta de rede social, que sei muito bem tem a ver com sua articulação, pois como poderia justamente daquele assunto ser abordado assim de forma explicita com indicação de leituras e afins de um expoente da literatura. Creio que a olhos vistos, dito "normais", são apenas algumas situações corriqueiras, sem nada que mereça crédito, porém eu como gosto e preciso mencionar o dono da "arte", acho de bom tom, vir a público e fazer-te um agradecimento formal, sendo que desta forma, pelo menos, as asperezas entre nós encontradas, possam ser atenuadas, e mesmo que ainda sobre tantas arestas, um frase de gratidão, ajuda a criar um clima mais afetuoso entre ambos seres, já desgastados pelo ritmo inconstante da vivência e suas intercorrências.

Gratidão, caro D.M.

Espero que você entenda minha demora e esta oscilante maneira de interagir, afinal, sou eu a parte destoante da história, ficando á deriva, buscando compreender suas intenções que, ora pra mim são muito gritantes , ora ficam meio enevoadas, criando assim um espectro de dualidade no seu caráter, o que causa, esta confusão de querer e recuar, sendo cansativo para ambos a relação mantida.

Nada pode ser mais conflitante do que saber que há mágoas e sentimentos de pesar do outro lado, quando o interlocutor se mantém aferroado numa postura sistemática, querendo se defender e atuando de modo a buscar uma maneira de ser mais combativo e ácido, o que vamos e convenhamos, é chato pacas. No meu modo de ver, eu acho que os sentimentos são pedras preciosas que devemos cuidar, lapidar e manter sempre brilhando, alguns sentimentos nos causam mal, e devem ser "tratados" como tal, tendo seu lugar de transformar o ser em uma pessoa melhor, estes devem ser elaborados, mas aí, desconfio eu da escrita, você não, Freud, mais ou menos, mas eu creio que em casos tão arraigados, os sentimentos devem elaborados de forma a criar a força que o ser necessita,mas é um trabalho árduo e nem sempre eficaz do ponto de vista individualista.

Não vou aqui ficar discorrendo sobre essas projeções e ilações, pois tanto eu como você, nos perdemos neste emaranhado de "fantasias", e como é um assunto que rende muitas laudas, fico aqui, apenas neste menção.

De qualquer forma, sei que lá no fundo, apesar do seu manifesto intento de me melindrar e me julgar de alguma forma, sei que há em ti, algo de bom e de paz, embora, estejas tão viciado nas letras insidiosas e provocativas que talvez esqueça o que de fato, fez o inicio de tudo. Uma pena!

Vamos assim, parafraseando e elencando aqui e ali, citações, verbos, frases e um contexto que causa estranheza e um dia quem sabe, possamos compreender o que foi de fato tudo isto, se é que houve de fato um enredo ou contexto a se analisar, ou era apenas uma figuração de letras dançando a esmo e soltas num universo criado por um ser tão sonhador, como és tu, onde os símbolos ganham destaque e definem a vida de modo imperioso.

Como frisei, é uma carta de agradecimento, então renovo aqui as considerações acima citadas e grata pela atenção, mesmo que de forma muito acirrada e ataviada, crias em torno do meu avatar. Nem sei quanto tempo ele lá estará, mas foi bom enquanto durou, e isto é o que fica na memória, o restante é apenas o restante.

Desejo a ti um dia excelente, um mês produtivo e uma vida inspiradora.





quarta-feira, 29 de maio de 2019

As cartas de ontem





Ontem à noite, insone, escrevi cartas. Cartas sem assunto determinado, cartas para ti e para mim, principalmente para mim.


A solidão é uma cela que sufoca o claustrofóbico, e esta nada tem a ver com estar sozinho, podemos estar rodeados de pessoas e nos sentirmos solitários. Então, as cartas, estas que menciono, precisei me despir de muito tabus e censuras e expor nas linhas o meu instante. Sabe aquela coisa de “instante mágico”, este, o momento em que algo se destrincha, rasga e dilacera o ser, evidenciando a necessidade de sair e confrontar o externo.

Sou uma pessoa com emoção a flor de pele, e isto incomoda bastante, pois neste mundo mecânico, digital e superficial, poucos entendem e sabem lidar com emoções, assim, o “encaramujar-se” é uma alternativa. Numa concha alimentar e realimentar emoções oriundas de sentimentos não compreendidos.

Sabe, precisava falar de mim, dos meus defeitos, erros, frustrações e falsas ilusões que, por vezes, me acompanharam numa intempestiva vivência. Foi bom expor nas linhas, nossos segredos, o meu e o seu, o nosso. Expressar sem precisar cercear os medos adjacentes de toda a nossa vida em comum, e aqui faço uma ressalva; nos conhecemos há tão pouco tempo e parece que pela sintonia já são séculos... algo que uma visão holística explica de forma mais assertiva.

Ao começar a escrever as tais cartas, me vi pesarosa e meio inibida, pois é tão traumático expor nossas deficiências e carências e deixar registrado o nosso fracasso, a nosso desalento e os nossos lamentos. Gostamos sempre de falar e passar para o outro a imagem da beleza, do bem e da justiça, mas somos seres falhos e imperfeitos, então nos escondemos sob a “casca” de fantasias, símbolos, faces diversas, e nomes fictícios. Dói expor a falta e aí que reside a grande trama do compreender, conseguir olhar ali e ver que apesar dos erros, falhas e faltas cometidas, você foi capaz de tentar e se frustrou, falhou e chorou, mas tentou...e nas linhas fui desenvolvendo esta narrativa de construção.

Cometi erros contigo, com outros e principalmente comigo, mas esta missiva não é uma carta de apelo ou suplica de redenção ou algo do gênero, é um reconhecimento daquilo que de fato existe e não pode ser escondido ou deixado num canto qualquer; as emoções e sentimentos que moldam o ser. Cada um é o que é, e eu sou desta forma, você de outra forma, Ludmila, lembra-se dela? Então ela é uma pessoa diferente de nós, e assim somos num coletivo, cada com sua singularidade agregando num mundo uma porção de vida e conhecimento.

Precisei de coragem para escrever as cartas, e tem que se possa, pois como é doloroso olhar num espelho e ver a imagem que criamos e saber que tentamos esconder do mundo, aquelas mágoas e rancores com um batom de cor vibrante e uma sombra azul no olho.

Abri meu coração e expressei o meu amor, meu querer, meus desejos, meus anseios, sem ocultar os meus “predicativos” não tão positivos, mas que são minha história, fazem parte de mim, estão na minha lauda de vida.

A escrita flui quando nos deixamos livrar de amarras e tentar coibir o que pode parecer feio a olhos de outros, mas  que é nosso, faz parte da alma e não pode ser acobertado por palavras bonitas e frases de efeito, um dia ou outro vem à tona, nossa desventura, aquela inquietação com o amor que se foi, a nossa indiferença para com o sofrer alheio, o nosso medo de ser mais atuante e aquela carência que modifica o caminho, fazendo-nos escolher o que nos pune e nos causa dor, para de uma forma ou de outra, nós mesmos, inconscientemente, nos auto sabotarmos. Há mais questões envoltas que estão registradas nas cartas de ontem, que posteriormente, estarão suscetíveis de apreciações externas.

Querido, foi um tarefa árdua e hercúlea, escrever esta, mas aqui vai um registro meu, daquilo que em noites insones me deixa pensativa e durante o dia, faz com que eu fique tentando driblar aqui e ali, com tarefas diversas  e compromissos tantos para evitar entrar em contato com a minhas carências e assim, vá de forma quase automática levando a vida, esquecendo que para vivermos bem nossos relacionamentos, temos que estar bem e neste procurar desenvolver um bem estar de modo geral, ao nosso redor e assim, tudo flui de forma mais suave e agradável, apesar de todas as agruras que se apresentam, num intercurso, ainda podemos procurar em nós esta manivela que atua no bem estar e enveredarmos para relacionamentos mais salutares e sólidos, e a escrita neste caso, seria esta válvula de escape que permite liberar emoções latentes, sentimentos rendidos e pensamentos tolhidos pela guilhotina da razão vista de modo a causar exclusão do vivificar o que não é padrão ou que é visto como ameaça ao nosso eu, socialmente criado e replicado na ética, na  mora e na cultura como um todo.

Não posso esquecer de agradecer todo carinho e dedicação que tens para comigo, e por ser este ser tão autante em momentos diversos do meu viver. Gratidão por ter conhecido você, amigo que prefere o anonimato, então aqui me refiro a ti, como meu anjo azul. 


Encerrando, aqui, deixo uma breve citação de um artista que admiro demais. Charles Chaplin

“ O verdadeiro significado das coisas é encontrado ao se dizer as mesmas coisas com outras palavras."






terça-feira, 21 de maio de 2019

Vasculhando o baú

Hoje acordei pensando num antigo amigo, dos tempos de infância. Na escola a gente era bem afinados, tínhamos eu e ele, algo em comum, a vontade de sermos professor. Eu segui por outros caminhos e nunca mais soube deste meu antigo amigo de colégio. Outro dia me peguei no Facebook a buscar sobre ele e nada encontrei, gostaria de saber se ele seguiu o sonho de ser professor.

Pego este gancho para mencionar que nem sempre conseguimos realizar o que queríamos, e independe de idade, são os caminhos e voltas que a vida dá. Eu não me formei professora e hoje olho pra trás e vejo que aquilo que eu "adorava" fazer, escrever na lousa, "brincar" de ensinar crianças, era mais fantasia que tudo, a realidade para o professor não é muio boa neste país, outrora mestres respeitados, hoje muitos são ridicularizados e vivem de salários baixos, claro há os que não se empenham no ensinar e se aprimorar,mas fiquemos mesmo na generalização do descaso com a profissão.

Se eu tivesse feito o antigo magistério, talvez seria uma péssima educadora, sendo levada ao rol dos "mestres" iludida com fantasias de menina.Assim é em tudo, há que se analisar e pesar os prós e contras de uma carreira, mudança de emprego, relacionamentos, há uns que são bons e profícuo , outros não. A vida, já dizem muitos por aí, é feita de aprendizado e aceitando um novo desafio, criando outras metas, olhando sob outros prismas, podemos ver que aquilo que antes no encantava e era bom num determinado tempo, perdeu a graça e deixou de ser atrativo, isto aconteceu comigo, já registrei aqui em um crônica, que eu mudei de ideia sobre o que queria ser, alterando entre comissária de bordo (não tenho altura, na época era item essencial), e secretária, nem um ,nem outro, acabei no setor público e gosto, e em sinto bem aqui.

Ainda vou tentar encontrar meu antigo amigo de escola, Eduardo, e saber deste se conseguiu e se seguiu aquilo que tanto ele queria e se entusiasmava, pura curiosidade, e saber como andam as coisas depois de tantos anos sem contato. Caso eu o encontre, tenho muitas coisas pra contar, anos e anos passados, certamente, mudou ele,mudei eu, e nestas idas e vindas temos muito assunto para abardar e compartilhar.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Carta de agradecimento

A amizade, quando autêntica , o tempo não diminui a força dos laços formados  e nem a distância invalida  sua constância. (LV)




Olá, venho eu através destas linhas me redimir da falta de atenção à sua colaboração,caro amigo.

Sei que estou muito enevoada, mas estou ainda aqui na estrada, absorvendo a luz solar e eliminando tons cinzentos que aderiram ao meu ser em anos a fio de expectativas não realizadas.

Tenho muita coisa por fazer e pra dizer, e vou tentando achar os melhores meios de expressar, porém reconheço não ser fácil, tocar em determinados assuntos, coisas que por vezes, ferem e machucam, por isso o tal e não aceito por ti "ostracismo". Deixei de compartilhar contigo coisas simples e que me faziam bem,por achar que nada disto estava a tal propósito e neste afã um tanto egoísta, também deixe de ver em ti algo que aos poucos te esmorecia.

Há muito o que se considerar e ponderar, a introspecção serve como fio condutor que rebecer a descarga de conteúdos externos e faz a voltagem ser levada para o dentro, e aí, ocorre os "curtos circuitos" emocionais, tão famosos com rompantes de cismas e de receios outros que nem sempre são bem compreendidos á luz da razão, coisas do coração.

Creio que estou devendo algo, uma mensagem ou poesia de agradecimento ou ato de gratidão, como queira chamar, vendo que nunca tive a chance de isto verbalizar, fica aqui minha consideração a respeito e aproveito, o momento para dizer-te , ó querido, que sou grata pelas palavras de fé, força e ações vivificantes que externas em ritos poéticos, embora eu por vezes, nada compreenda de tal empoderada poética.

Suas palavras ácidas por vezes, bem sabes disto, pois no interior da flecha há a substância que faz doer, também faz o coração ressurgir de um estado letárgico de adormecimento e entorpecimento. Adrenalina em estado literal, flamejantes dardos com direção única e pontual, cravam o ser e deixam impressões na mente fìsica e transcendental, - aprendi isto na Sheico-no -iê-, e assim algo desperta e no frágil solo da minha alma sedimentada em ilusões e frustrações, faz enraizar a flor de lis, que aos poucos vai soerguindo e na vida vai um novo tom imprimindo. Quando não, as palavras enfeitadas com cor e aromas do dia, transmitem paz e sensação de plena euforia; um bálsamo que alivia as tensões e traz um sensação mais esfuziante na hora mais fecunda do dia. Espetáculo de vida, em vida.

Sem me alongar muito, deixo aqui meu amado amigo por sua atuação constante, valente e vivificante,  meu mutissimo obrigada e votos de felicidades infinitas a ti,esteja onde estiver, e que sejas sempre, como flor.



Beijos, de uma amiga eterna.


segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Carta de uma cega

Fui cega! Cega e muito acomodada...fiquei enlaçada a ti e na cegueira me deixei guiar. Você me enverdeou por caminhos estranhos, lugares com os quais  ousei sonhar, quiçá pisar. Fui guiada por ti e senti o ardor do desejo flamejante, em doses cavalares de poesia e declarações de um gosto inebriante.
Na minha cegueira, te segui. Nada questionei! Na minha escuridão dos perigos recorrentes, nunca de suas mãos me desvencilhei.
Enquanto cega, te segui, te ouvi, te senti, te possui...nesta falta de visão eu me confundi quando te perdi, e hoje estou aqui., sem ti, vendo tudo ao meu redor, com tom acinzentado da desilusão, sem o escalarte que fazia vibrar todos meus dias de emoção.
Na cegueira te segui, e triste fiquei quando não mais te senti. Na cegueira, me iludi e não reprimi o que sinto por ti...somente na cegueira eu vi o quanto amor sinto por ti.
Cega estou, sozinha fiquei, na cegueira de um tempo ido foi quando mais feliz que vivi, pois foi quando percebi que sempre te amei.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Escritos de gaveta

Olá Endrigo ,como você está? Eu soube que bem, consertando, eu te vi no vídeo e parece muito bem.

Tenho andado um tanto atarefada e também muito cismada com algumas coisas, bem sabes que minha rotina é  um tanto esquizofrênica , portanto não envidarei esforços tentando justificar minhas ausências em suas palestras e nos sites que partilhamos contatos.

Hoje tive uma notícia boa, sabe aquele curso do qual te falei, estou quase finalizando e recebi o aval da orientadora para seguir com meu projeto que originou um artigo sobre Gestão de Pessoas, aliás, este é o mote desta missiva. Eu li algo que foi postado e de alguma  forma direcionado para me orientar ou me dar uma luz sobre o caminho a seguir na proposta acadêmica .  Li o texto publicado e fico agradecida pela atenção e sua dedicação  ao meu "penar" com o projeto em questão ,e mesmo não sendo algo que eu pudesse absorver o conteúdo como modelo, tive uma referência e por isso venho aqui agradecer .

Creio que a história da humanidade está cheio de exemplos de pessoas abnegados e altruístas, e isto é um fator que contribui muito para com que os outros seres desenvolvam suas potencialidades e consigam se destacar,mesmo sem muitos recursos, mas com ajuda mútua e companheirismo, consegue-se ir muito além.

Sei bem que estou em falta contigo sobre os contatos devidos ,mas entenda nada flui contra a maré ,e  pode acreditar ,de uns tempos para cá a maré  esteve um tanto brava, e tive que me encastelar e esperar a tempestade passar . Coisas da vida, acontece em todos lugares e em todos lares, são disparidades no cotidiano que afetam nosso eixo central ,aquilo que mantém de pé e diretor. Estou numa maré de sorte agora, espero que vigora por mais tempo, já sei seu pensamento,  tudo que pensamos, gera energia e energia flui e é cíclica , você já me explicou isto, mas de uma forma ainda retrógrada , estou condicionada ao velho modelo de pensar ...perdoa!

Espero que sua viagem tenha surtido bons roteiros e clicks de paisagens , sabe que eu adoro estas coisas de imagens, creio que um momento registrado fica eternizado. ..coisa de gente romântica. Se conseguires ler, gostaria que soubesse que estou feliz, pois um obstáculo, o tal artigo científico, deslanchou, e quanto aos demais, estou em prontidão . Também sei que vais dizer que esperar não é adequado e sim fazer acontecer o fato, mas alto lá ...tenho minhas intenções e são boas creia, e nestas deposito muita energia, do meu jeito de ser, cada um no seu quadrado, pois não consigo entender o sentido deste momento vendo através de outras lentes que não as da minha simples e natural visão de mundo. Nada de complicar, afinal não sou filósofa, só uma mulher meio "complicada ", mas cheia de boas intenções  e com muitas emoções .

Você se mostrou ser uma pessoa muita evoluída, apesar de cometer uns errinhos comigo, aceitou os meus e ainda me ajuda. Você agora que me conhece um pouco mais sabe que sou um vulcão inativo,destes que estão  sempre dando sinais que vai entrar em erupção e causam aquele alvoroço e depois, alarme falso. Acho que achei uma analogia mais adequada, sei lá ,me veio à mente e parece boa .
Desejo a ti uma ótima noite e um mês de muitas alegrias e conquistas. Se por acaso não voltares antes do Natal ,vê se dá um jeitinho e me avisa, tinha pensado num livro pra ti, se não vieres o livro fica aqui, porém seria legal te dar de presente para aliviar um pouco este mal entendido que ficou entre a gente.



Muito Obrigada , querido:)


P.S : Não tenho mais aquele e-mail do Outlook ,cancelei a conta, se ainda quiser enviar mensagens via correio virtual, use este cadastrado do Recanto ou aquele do meu Blog. Eu dei uma repaginada no blog, você viu? Dá uma passadinha por lá .



terça-feira, 9 de outubro de 2018

À vida

À Vida

Hoje me encontro aqui cismando com a vida. Há dias assim, em que me pego refletindo e tentando elucidar cada dobra e virada que acontece e quanto isto nos afeta.
Vida nem sempre tão bem vivida, mas sempre desejada, nem sempre tão bem compreendida, mas muito analisada.
Sempre gostei de me autoanalisar, nunca tive receios de fazê-lo e sei que funciono muito bem sozinha, nos meus insights.

Fico pensando o que poderia advir na minha vida se seu tivesse feito escolhas diferentes lá no passado, não sei...nunca saberei, só hipótese de como viveria agora,melhor ou não. Sempre incógnitas.

Nunca tive medo do passado, acho que este, apesar ser tempo ido, foi o que vivi e onde aprendi, consigo olhar para trás e reviver grandes momentos, claro, que também surgem frustrações, mas estas não me afligem agora, já me causaram muitas lágrimas, neste momento não mais.

O tempo é inexorável, é fato, não podemos voltar e assinalar pontos que gostaríamos de alterar seria perigoso demais, caso isto fosse possível, não teríamos uma história, faríamos um arremate a bel prazer o tempo todo, e baseado em nossa frustração infinita, - sim o ser humano é um eterno insatisfeito -, viveríamos o tempo todo a manipular cenas e fases.

Sou uma pessoa refratária por natureza, e esta condição me permite sentir e me sensibilizar com fatos e situações que para muitos são corriqueiras e sem significado. Creio, piamente, que vivemos de acordo com que desejamos, inconscientemente, pois influenciados pela razão e senso lógico, queremos sempre algo bom e proveitoso, mas intrinsecamente, algo nos sabota, é isto mesmo, somos tolhidos por nossos quereres e intensos desejos, que sobrevém de maneiras esquivas e tentam chegar á superfície onde se transformam em situações tais, que por vezes, nos perguntamos como isto pode acontecer comigo? Simples, era algo introjetado e ali ganhando força e num ímpeto de emoção, consegue se sobrepor a realidade e transfigura tal mudança. Nunca acontece por acaso, sempre há avisos, mas nem sempre nos damos conta, ou importância a eles, são apenas vistos com impressões ou intuições.

Sempre observei o reflexo de minhas ações em outras pessoas, e em alguns casos, me enganei, quando não dei crédito à intuição sobre o indivíduo, outras vezes perdi a oportunidade, que se fez recriar em outro tempo de modo similar, mas em outro contexto, de conviver e compartilhar experiências de vida e sentimentos.

Na vida nunca procurei um farol ou um norte, sempre me deixei levar pelas correntezas, assim tentei evitar a frustração de chagar ao farol e me deparar com a inexatidão de vida e de sentido, com a falta de propósito em seguir em frente.

Agora, relendo estas linhas e reavivando as emoções contidas, chego à conclusão, o quão válido foi sonhar e esperar, acreditar e realizar,gritar de alegria ou chorar de tristeza, amar e desejar, pois apesar de todos os percalços, a vida mostra-se adoravelmente bela. 

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Lembranças

Neste dia tão comemorado me sinto só...
Você está tão próximo a mim, mas não posso procurá-lo, sinto sua falta, sinto falta de seu olhar da sua magnitude.
Sei que você  prefere a modéstia, mas meu amor você é maravilhoso.
Quero senti-lo junto a mim para juntos compartilharmos o amor .
Tenho certeza de que você não me esqueceu, só está chateado, mas  você me  deseja assim como eu o desejo.
Sempre te amarei.

Amor, sublime amor.






 
Houve uma época que eu pensava, sonhava com um grande amor ,a época passou, já não sou mais uma menina, os sonhos não se realizaram, a vida tomou outros rumos.
Agora escrevo uma carta para um grande amor, amor este surgiu de hora para outra sem mandar aviso, sem pedir. Nesta carta deixo explicito o que sinto, pois sempre tive dificuldade de entender o que é amor ,o que é paixão.

O amor pelo que aprendi recentemente é algo que te sobrepuja, te faz sentir melhor e maior, te faz pensar na pessoa vinte e quatro horas, te faz sentir a presença dela, mesmo sabendo que o encontro será impossível.
Dizem que o amor é cego, verdade, não interessa a aparência física, a altura, se é gordo ou magro, simplesmente amamos...
Deixo a você esta mensagem registrada em uma singela carta, do grande amor que sinto por você, embora talvez nunca fiquemos juntos,
Te amo demais!!!

Postagem em destaque

Dia Internacional do Gato

Há quem não goste Há quem ame Os felinos são assim mesmo Despertam repulsa e loucuras Do amor ao ódio são capazes de diabruras Felinos domes...