Uma tarde dessas, diga-se de passagem, fria e típica de inverno, fui ao cemitério, levar flores e saudar a em oração a alma de minha mãe. Ao chegar ao local me deparei com um enterro que já estava sendo finalizado, com pessoas da família do falecido, lamentando a partida, lágrimas e tristeza fluíam no ar tal qual a sensação fria e o vento cortante que ali se manisfestava. Não sei quem é a pessoa falecida, e por respeito aos familiares, acenei e fiz uma oração em silêncio pela pessoa. Visitei a sepultura de minha mãe e fiz o que tinha em mente, fiz a limpeza do local, acendi uma vela, fiz a oração, e depois olhei ao redor, me vi só no local, todos haviam ido embora, os familiares que estavam comovidos e chorosos, os coveiros e até o vigia do local, me vi sozinha no local, com sepulturas abertas, esperando vitimas desta pandemia, outras ainda sendo cavadas, e assim, fui dar uma olhada em outras. Vi pessoas jovens que partiram deste mundo, neste mês que finda. Mulheres de 45 anos, ho...