Doideira




Em tempos de alarido e confusão

Eu avanço loucamente na contramão

Busco desvencilhar dos empecilhos

Traçando rotas pelos pântanos e abismos

Credito a minha insanidade essa opção

Habito uma casa abandonada lá estação

Convivo com fantasmas legais e camaradas

Dialogando com eles minha "boa" condição

Para quem lê essa escrita avessa e amalucada

Não imagina o que é estar reclusa e desorientada

Da vida, busquei quase nada, e suportei o combate

Sei que mal de mim falam, então quero ir para Marte

Há algo estranho no ninho, preciso olhar pelo fechadura

Olha só que galante ogro, chegou de armadura!

Um louco caminha de modo familiar  no parque

Vou fechar a escotilha antes que ele me mate



Deus é bom, sempre! 🙏



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Apresentação

Poesia do dia - 15 Fortaleza

Lilian