quinta-feira, 25 de março de 2021

Escritos de gaveta

 


 Já escrevi por aqui que nao estou lidando bem com essa quarentena forçada ou confinamento sob decreto, claro que sei da importância de tais medidas drásticas e para salvar vidas temos até que provar e digerir esse amargo " remédio ".

Como sou uma pessoa de rotinas, e a situação por ser inusitada e nunca por nossa geração vivenciada , me desestruturou muito. Desde o inicio da pandemia, aqui em São Paulo,  onde o governo editou decretos já em março do ano passado, estamos vivendo situações estranhas e díspares. Eu, que antes saía do expediente e vivia a perambular pela cidade, uma hora aqui  outra acolá,  resolve uma coisinha aqui, vai em outro lugar, me vi forçada a frear tais aandanças - que eu fazia para resolver questões rotineiras e também apreciar o dia - enfim, parei. No que diz respeito ao meu serviço,  desde então,  já  trabalhei em dupla, sozinha e agora em home office, quebrando regras ou se adaptando a novas regras desses tempos pandêmicos. Graças a Deus mantenho meu ganha pão, por isso não posso me queixar. 

Minha saúde e da minha família vai bem, obrigada, mas confesso me vi afogada em preocupações diversas, tanto em relação a família e no aspecto comunitário, pois se o vírus atinge um determinado grupo podemos nos contaminar facilmente; isto gera muita ansiedade, o que acaba prejudicando ainda mais a minha interação nesse momento, nem a poesia está sendo poupada, visto que, fiquei sem inspiração.  A mudança de rotina também afetou aqui  em casa, pois meu filho adolescente sem aulas e sem atividades em grupo, se tornou mais genioso o que demanda mais atenção,  tanto pela fase em si , como pelo conjunto emocional do mesmo, sempre muito timido e sensivel. 

Escrevo essas linhas talvez para desbafar, dizendo que a situação me atinge de forma muito forte, sei que não sou a única,  e claro, tem muitos que lidam melhor. Em meio a tantas imprecisões, desconstruções do antes " programado", estou tentando levar da melhor maneira possível, para tanto, tenho lido alguns livros ou textos aleatórios,  assistindo videos mais "motivacionais " e procurando  ainda me adequar nesse contexto estranho e improvável que todos nós estamos vivendo.

De qualquer forma agradeço o espaço e  a atenção nessas linhas, e espero que dias melhores se apresentem nesse cenário conturbado. Que vidas sejam poupadas e a convivência humana seja restaurada.  









 

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