Um metapoema




E, sensivelmente brota a poesia.
Assim, meio que sem querer…
Coisas essas que não se pode explicar
Quiçá, o cognitivo atinar. Basta perceber.

Vai enveredando entre as linhas
Até então, uma letra perdida, ali ganha vida.
Outras vão se acotovelando muito indiscretas
um tanto eufóricas, ávidas e atrevidas
Não se pede compromisso figurativo a elas
isto é regra gramatical, não coisa de poeta.

Soltas, são venturosas e arrojadas
Vão criando a poesia farta de emoções
seja no papel ou na tela do computador
registram a vida de forma emblemática

Vem assim, meio que sem querer…
Um cismar que faz criar o enrendo da poesia
a partir de uma cena, um som ou da letra fria

Não acontece por coerção e nem auto sugestão
Vem deslizando pelos sulcos da mente, suavemente
ou pode ser, abruptamente, mas vem como quer.
A inspiração faz do escritor o que ela quiser.

 




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