A POESIA NÃO ENCERRA





Você, que gostava de poesia
E no pouco que escrevia
Sua vida melancólica expressava

Em poemas avulsos, você escrevia
Com palavras tristes o desgosto
que a vida, injustamente, lhe infringia

Teve sonhos não realizados
Uma vida sem espetáculos
A rotina lhe sugava o ânimo

Filhos, marido, trabalho e carências
Viveu sempre com o pesar
de a vida não lhe premiar

Foi árdua e valente, como pode
Lutou até os seus últimos instantes
Vida que versejou, se manifestou...

Teve alegrias sim, o bastante!
Mesmo não tendo sido o que quis
Foi uma mulher perseverante;

Sobriedade e muito recato
Um vida de lutas diárias
Foi este o legado que ficou

Hoje, um dia  no calendário marca
Você ausente, depois de um batalha
Agora, vives no céu, eternamente.

A vida nunca lhe foi florida
Sentiu frio, fome e teve muitas feridas
Sua alma agora descansa no infinito

Te digo, mãe a poesia jamais encerra
Seu valor e ideal são estandartes
Do mundo celestial,onde agora és parte.

A pequena família que aqui resta
a ti presta esta singela homenagem
Foste uma mulher exemplar na Terra.








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