Diário de bordo

 Há tanto a se dizer  e registar em palavras e quase não há tempo para tanto... Milhares de situações, ideias, desgosto, alegrias e vitórias ocorrem num breve período de tempo, e para transpor para as linhas, cadê o tempo?  Falo em causa própria, estou atarefadíssima, com obrigações a mim designadas e agora, como encontro tempo para escrever sobre mim, sobre ti, sobre o mundo e o contexto, resta os memes de internet, fugazes e sem registro histórico. Confesso, por vezes, fico tão cansada da cobrança que me dói o corpo, parece algo exagerado mas não é, é fato. 

 Somos seres humanos fadados a  viver, procriar(alguns casos não), envelhecer e morrer, mas nesse ínterim, o que fazemos e o que inspiramos, precisa de um registro. Eu pelo menos vejo assim. Se fosse contar aqui, desde janeiro de 2025, faria assim:

 Janeiro - tudo rotina, nada de novo, busquei cursos e tentei me orientar para o ano iniciado

 Fevereiro - ainda na rotina. Coisa que dá agonia, confesso, mas estava segura do fazia, sem alvoroços

 Março - há mudanças. Um grupo começa a se desfazer e penso logo, a próxima serei eu, e agradeço a proteção divina, pois Deus ouviu minhas preces.

 Abril - novo formato. Em grupo de forma diferente tentando adequar o que estava tudo dispersado. Complicadíssimo em se tratando de gestão de pessoas e egos inflados.

 Maio - aplauso. Houve situações favoráveis, que culminaram num mês mais gratificante. Houve erros e broncas, mas os ganhos com os resultados superam os infortúnios.

 Junho - rescaldo. Depois de um inicio de mês que abalou as estruturas estamos ainda absorvendo os efeitos dos erros e acertos, e lidando com o calendário pós recesso.

Enfim, onde estão as palavras que fizeram falta para registrar esses fatos? Sei não, só sei que fiquei envolvida com esta missão. Grupos, trabalho, estudo e a poesia ficou ali, quietinha, esperando a sua vez.

Como não houve a insurgência estou eu lidando com os pontuais desgastes provocados pela espera do que não veio, pela escrita que não fluiu, pelo enredo que não vingou e pelos anseios que ficaram engavetados devido a esse período agitado.

Findando o outono no hemisfério sul, na expectativa do inverno, seguindo o roteiro de um grupo politico e sem carisma, sigo nessa narrativa.

Fim do registro.



Deus é bom, sempre! 🙏


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