quarta-feira, 27 de março de 2024

Durma amor, durma!






Insone percorres ruas na vã esperança
de alcançar tua rendenção.
Invades cenários estranhos
visitas ruas vazias, adentra mundos alheios
na sua busca febril
não temes perigos, arriscas a vida no meio fio


Incontrolável na sua sanha de amor
e para afogar a maldita solidão
perde- se no lume fraco da sedutora
chama do gozo por acaso.
Retrocesso da torpe ação!
Arrependes-e e revolta-se
segue sem sono e nos espasmos
do contraditório, se vê inerte
e impotente diante de tudo
que não o satisfaz.

Mal sabe ele que alguém
o espreita
nos sonhos que ele não sonha
alguém o deseja
Onde seu corpo não repousa
Assim vive a sombra da vigília,
 na caça constante dos sem amor,
que vivem seu pesadelo diário,
 com um coração sangrado,
 na busca pela paz.



Crédito da imagem: Pixabay

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