Senhorita do trem



Ficou sob a mira do amor
e sem defesas, se viu rendido
tentativas vãs de fuga
Duelando consigo, uma tortura!

Silente coração alvejado
desconhecia o real intento
pensou ser só passatempo
e o amor teve outro efeito

Evitava diretamente o contato
dizia-se que estava enfeitiçado
mas em seu íntimo sabia bem
Amava a Senhorita do trem

Na presença do ser amado
sentia-se um menino do interior
tímido e com o coração palpitante
Sem traquejo, ficando vermelho

Deixou se levar por devaneios
Criou tantas fantasias loucas
sua resistência era inócua
coração quase saía pela boca

Diariamente via a Senhorita do trem
ele nada percebia mas ela também
de soslaio, mirava o rapaz ao lado
Ambos silentes e ensimesmados!

Ele que era soturno e calado
viu que o amor era empolgante
tornando sua vida alegre e radiante
quando abriu -se ao amor de fato

Sem medo de ser feliz, ousou...
Naquele dia ele estava tão ansioso
Quando a Senhorita do trem chegou
afetuosamente, uma flor a ela ofertou

Se teve um final feliz não sei dizer
mas o sorriso dela o animou demais
embarcaram naquela estação distante
e até hoje, não desembarcaram mais.




Crédito da imagem: freepik

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