Quietude




Um manta de vazios abafa os rumores

O silêncio cala a voz dos sofredores


A noite principia novas lacunas e ausências

Entre vestigios do ontem, resta a carência


Tantos corações padecem desses desamores

Expectativas e sonhos, ficam como mal feitores 


De lados opostos com a imagem evocada

Rendido fica o ser com a saudade afiada 


Noites em claro, vidas escurecidas

Amores esmaecidos na roda da vida


Sem alarido, sem ruidos, sem gritos

Na mudez sonhos ainda são mantidos


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Apresentação

Lilian

Poesia do dia - 10