sexta-feira, 19 de maio de 2023

Quietude




Um manta de vazios abafa os rumores

O silêncio cala a voz dos sofredores


A noite principia novas lacunas e ausências

Entre vestigios do ontem, resta a carência


Tantos corações padecem desses desamores

Expectativas e sonhos, ficam como mal feitores 


De lados opostos com a imagem evocada

Rendido fica o ser com a saudade afiada 


Noites em claro, vidas escurecidas

Amores esmaecidos na roda da vida


Sem alarido, sem ruidos, sem gritos

Na mudez sonhos ainda são mantidos


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