Sangria desatada

                                                                Um furdúncio danado

 tantas coisas me deixam aloprado

Eu na corda bamba

mais perdido do que

roqueiro em roda de samba

Algumas melhoras

depois tudo piora

Coração que meu estilo desaprova

eu que não faço parte da patota

maluquice geral

vou tentando driblar

a inconstância da razão

explode a

impertinente emoção

O que era para ser,

nunca foi

e o que não era

está sendo

Vou aos poucos enlouquecendo

e de mim, esquecendo

Dourando a pilula

Nesta sangria desatada

 num ato desvairado

para me livrar do sufoco

não resta muito a não ser

apertar o nó da gravata

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