segunda-feira, 16 de maio de 2022

Poética





Alinhavo versos na linha do tempo
numa escrita aleatória e inconstante.
Crio enredos de um mundo distante,
bordo efeitos de brilho nas linhas,
gravo símbolos dos sonhos que tenho
numa costura de retalhos a qual me empenho.

O tempo sempre inexorável e volátil,
escapa de mim e impõe a desconstrução
do cofre onde guardei segredos e anseios.
Deteriorado pela ação de tempestades,
granizos, geadas e ventanias
onde a ferrugem, a resistência do ferro,
se impõe, gradativamente, a consumir tudo...
vai levando nas linhas o que ainda resta aqui
No final, restará a poesia mal falada
e, em algum canto, por um bardo declamada


Foto: arquivo pessoal

Nenhum comentário:

Postagem em destaque

Nossa identidade - Dia do Folclore

Histórias e contos com seres surreais Antes, tão comemorado e festejado Hoje em dia o Folclore é quase esquecido Dia do Folclore, vamos ref...