segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Avoada






Gosto do vento e das coisas avoadas
Aquelas folhas ao vento caídas,
as roupas no varal sendo sacudidas
os cabelos desalinhados com a ventania
Sou essa mulher frágil e também destemperada
Sou como o vento a agitar
as folhas na escura madrugada
podendo ser brisa, ventania e vendaval
a depender do estímulo e da emoção
Me faço silenciosa ou ruidosa
numa mescla de intenções que fazem
do meu ser uma pessoa, extremamente, normal.
Sou uma mulher que tem gosto pelo vento
no seu murmúrio, deixo escapar meu lamento
sussurrante, ele vaga e não me prende
leva consigo meus sentimentos ao léu,
o vento, casualmente, me entende.












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