Dona da Poesia







Mulher, nem precisa de rimas
Prende a atenção, com sua figura
Preenche todos os espaços
Mantém o controle, em versos elipsados

Constrói enredos fantasiosos ou doloridos
Sua vida simples ou pomposa é sempre inspiradora
Pode ser tímida ou atrevida, pouca importa
Solitária ou com muitos envolvida

Ela se destaca em meio ao alarido que a cerca
Prendada ou sem dotes; beata ou libertina
Moça bonita, mulher sem viço, fêmea no cio

Idosa mergulhada em suas recordações
Com lágrimas ou sorrisos que tudo expressam
Seja de qualquer cor ou etnia, credo ou região
É  ela sempre a dona da poesia.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Apresentação

Lilian

Poesia do dia - 10