Atordoada




Queria registrar no papel
Letras inspiradoras e doces
como o mel
Quem sabe olhando o céu
me inspire e grave nas retinas
do tempo
flagrantes movimentos
de amor e pertencimento
para um porvir de
acolhimento.

Queria fazer um barquinho de papel
soltar no riacho
deixar fluir sem ver o estrago
que as vultuosas águas
no decorrer do trajeto
fariam no meu brinquedo
que vaga sozinho ao léu.

Queria falar de tudo em verso e prosa
ser mais suave e colorida do aquela rosa
mas que nada, desventura aqui tão imperiosa
cria somente letras desbotadas
que aqui registro nesta lira atordoada.

Comentários

Bellatrix disse…
olá, querida poetisa. linda poesia. meus aplausos. adorei. vim aqui dar uma visitinha. Não consigo comentar seus poemas infelizmente no recanto porque o envio está suspenso. preocupei-me. espero que esteja bem.

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