Gaivota







Os dias ficaram
mais cinzentos
e anuviados

 
A tarde se esvai
arrastando consigo

 sua melancolia

 
Ventos brandem
 na varanda
 inconformados

 
Fito ali o mar
 em sua incômoda
agonia

 
Sussurrando
amores desfeitos
numa rude plangência
a entoar


Lamentos do que
já fora
um belo sonho
  um dia 

 
Voeja sem rumo
 aquela
 gaivota
 solitária

 
Buscando um
 refúgio na fúria
do mar aberto

 
Alçando voos rasos,
esparsos na
ilusão libertária


Seu esforço vai
sumindo na tarde
 já tão
fatigada


Indicando os
compassos de
 sua frágil
 desorientação


Nos espectros

do dia vislumbra
perdida
a tarde orvalhada


Ressoando ao longe
  apenas um triste
canto
de sua
desolação












 

 






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