Horas frias e morosas de um mês de julho acanhado, é assim que percebo o cenário. Na internet as noticias atualizando de segundo a segundo, e nada de novo, ou quando há algo de destaque, é sobre violência, mortes e acidentes. Os rombos nos cofres públicos deixaram de ser novidade, uma derrota para a lealdade.
Estou tentando a dias escrever algo que fale um pouco de mim, sem citar o preço do café e a situação social vigente, mas me vejo sempre atarefada e quando sobra um tempinho a inspiração muda de frequência; ela em modo ultrassônico, eu em estado em modo slow, olhando o teto e a tela.
Esses dias estava a pensar em tantas coisas que aconteceram e digo nem imagino como sobrevivi a esse perrengues e sobressaltos, mas não vou pormenorizar os fatos, cansativo e também é passado. Buscando no contexto esse chacoalhão que todo escritor precisa.
Olhar a rua deserta nesta tarde fria não traz inspiração, fico refém da minha diminuta capacidade de encontrar ideias no nada.
Acho que vou pegar um café e ler alguns textos - só faltou um bolo de fubá. Quem sabe nas leituras eu encontre algo que me diga: "Faça assim, vai por mim" uma dica poética que pode me levar a escrever um terceto ou um soneto, ou quem sabe mudar de todo o enredo. Volto depois para registrar se aconteceu como esperado ou foi mais um desses devaneios de entusiasta frente a tela do computador com ganas de ser escritor.
Deus é bom, sempre! 🙏
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