quinta-feira, 6 de junho de 2024

Ânimo






Te  chamo onde estás que não encontro

perde-se na loucura das ideias infames

Nas partituras, notas vorazes e avessas

Te declamo no desejo da tua performance

numa cadência monótona e desabilitada

Sorvo cada sílaba da tua vida imberbe

Te chamo na alvorada quando amanhece

Percorro os vazios dos teus mistérios

Desvendo traumas da  longa espera

Te chamo, Te declamo, Te  amo!



Poesia n 158 do ano de 2024🎈

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