Ó coração quanto sacrifício!
Vês um aceno na estação
Pensas ser a salvação, se lança animado
Outra desilusão, mais um engano
Some na aproximação, pura ilusão.
Ó coração que vives arredio
de tanto levar tombos e viver sozinho
confundes um rito social com carinho
e tristonho isola-se no teu ninho
Ó coração, como contigo implico
sei que tens o ardor e vives de emoção
seus anseios não entendo e complico
porém agora aqui do descaso me redimo
Ó coração de ouro e precioso
deixe de ser iludido e tome juízo
pulsas neste amor, que glorifico
Doe-se e livre -se desse martírio
Ó coração, sendo eu um ser tão irritadiço
mas contigo assumo o tal compromisso
se desejares essa cambiante parceria
e diante das intempéries e da calamidade
do mundo de boêmias e festas abdico
E nesta poesia comunico, que contigo fico.
Poesia nº 9 do Ano de 2024

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