quarta-feira, 10 de abril de 2019

Imprópria


Sou imprópria
Assim, como a água salobra
Que faz mal ao ser digerida
Minha presença traz
Percalços em sua vida 

Sou imprópria
Tal qual uma piada contada
Num velório
Eu, com meu ser em oscilação
Deixo os seus dias, inglórios

Sou imprópria
Assim como o fel altera o sabor
E o paladar
Meu humor faz você ficar
A se lamentar.

Não podes me possuir
Tens que partir
Sou imprópria pra ti

Não pode me amar
Tens que se salvar
Sou imprópria para se desejar

Um comentário:

Erivas disse...

Uma poesia bem elaborada, contudo não gostei da baixa estima, valorizar-se mais, sempre. Abraço.

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