terça-feira, 16 de outubro de 2018

Amo-te, assim






Amo-te assim
De corpo e alma
Qual  espada  que desce
no ar e seu intuito alcança

Amo-te assim
Como brasa ardente
Onde o fogo a tudo consumiu
E restou carvões incandescentes  

Amo-te assim
Como um eremita
Que renuncia ao contato
E fica a noite a olhar os astros

Amo-te assim
Como um guerreiro samurai
Que não guarnece seu corpo na luta
E só por amor ou traição, ele cai

Amo-te assim
Como um louco apaixonado
Que um grande amor quis viver
E  nem se preocupa em ser sensato

Amo-te assim
Como um faminto chacal
A espreita da presa  distraída
Usa o instinto e dá o golpe fatal

Amo-te assim
Como uma águia, num voo rasante
Captura o animal sem avisos
E retorna ao ninho num instante

Amo-te assim
Como um alquímico medieval
Que busca incessantemente
O elixir e a pedra filosofal

Amo-te assim
Como um solitário poeta
Que procura em seus versos
Tornar sua vida completa

Amo-te assim
Como uma sonhadora inveterada
Que busca em seus braços
Se tornar uma mulher amada

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