vens através dos ventos
aliciantes do Olimpo
incendiar a torre campaneira
onde brasas ali mantidas
reavivam em tormentosas labaredas
Tu, o homem que na palavra
traz o gozo fugaz em desalinho
com as famigeradas contradições
que são tidas como pecados em ufanismo
Tu, ser alado sem pátria e sem destino
liberta os nós que atam
a sensualidade ao puro hedonismo
Tu, homem marcado pela sensualidade
faz da lira sua Mestra, abusa e usa dela
fazendo orgásticas sensações pularem
em corpos difusos feito hereges no abismo.
Tu , homem que se alimenta da seiva
que brota em corpos distantes
Voltando a ti como uma onda prazerosa
que só compreendem os bons amantes
Tu és Deus, és pura magia
Onde moram e proliferam muitas fantasias
Quisera nós, simples mortais, traduzir seus enigmas
e sua essência nas linhas da Poesia.

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