sexta-feira, 21 de setembro de 2018
O veleiro
Serpenteando longe no horizonte
Velas ao vento! Segue o veleiro
No seu convés leva toda a magia
Da vista aqui do poente derradeiro
Ao sabor do vento o velejador se guia
Não se sabe seu rumo ou seu destino
Expectativas que não cabem na poesia
Em mares verdejantes, rumo clandestino
Minha vista não alcança mais o veleiro
que no infinito vai aos poucos sumindo
Nas asas do pensamento sigo até o porto
Quisera ser sua parceira, ali sem destino
Singrando contigo pelo mar sem fim
Admirando o luar da noite estrelada
Nas fantasias que fazem parte de mim
Ès meu refúgio e, talvez minha ultima morada!
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