quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O homem do mar




Na enseada aportou
veio sem avisar
veio de longe
veio do mar!

Chegou sem se importar,
com o espanto 
Que causara aos moradores
do lugar

Buscava naquela parada
Seu grande amor reencontrar 
A mulher amada que ele, marujo
Aventureiro, deixou ao partir. 
Assim, começou
a todos inquirir.

Por onde ele andou
sempre lembrara
do seu grande amor.
Lembranças ele guardara
que o tempo não apagou

Vasculhou cada canto
daquele pacato povoado
pediu ajuda aos ventos
que o fizeram de bom grado

Ao sussurrar o nome dela
O ar por um silvo foi inundado
nenhuma resposta veio
do nome que estava sendo
chamado

Entre pedras e rochedos
procurou com exaustão
Sem nenhum segredo
entoava ali sua sina
numa canção

Muitos o viram como perturbado 
Suspeitavam que a loucura
Tinha ali sua participação
Naquela insana procura
Faltava ao homem, a razão

Começaram a surgir
ondas de inquietação
Nas casas ,velas acesas,
piedosos, faziam por ele
uma oração.

Freneticamente, percorreu
Vielas e cercanias
Não conseguia ele entender
que assim como o chega,
pode o amor desaparecer !


Entristecido e solitário
Vai vagando a esmo
na noite vazia
no coração apenas um apelo
e aos seus pés
Somente a areia fria

Sentia em seu peito
a dor da solidão que o engolia
Ansiava por aquele amor
a quem fez juras um dia

Ao longe sombras
e o silêncio em perfeita agonia
Na praia as lágrimas
jaziam da perda que
ele agora sentia

Adentrou na escuridão
Foi desaparecendo, lentamente
Levando com desolação
a imagem de um amor ausente

Veio de longe
Veio do mar...
Foi para longe
Foi para o mar...






 

Nenhum comentário:

Postagem em destaque

Dia Internacional do Gato

Há quem não goste Há quem ame Os felinos são assim mesmo Despertam repulsa e loucuras Do amor ao ódio são capazes de diabruras Felinos domes...