Por que vens e se instala de modo tão encantador e, depois, que tens licença concedida,transformar-se em desamor?
Por que entre tantos universos quis aqui fazer morada, causando-me inquietação, fazendo de meu coração sua enseada?
Por que deixa-me absorta na mais lúgubre indagação, bastava apenas que libertasse este meu pobre coração?
Por que andas evasivo quando tens que ser nomeado se por toda minha vida por ti sempre tenho esperado?
Como posso viver com a solidão sempre a me assombrar, sabendo que há em mim tanto amor a ofertar?
Amor
Se há desamor, veja em tua alma e preste atenção; veja o que de fato procuras, apenas tome cuidado com a ilusão.
Aqui, em teu coração decidi fazer minha morada, pois sei há quanto tempo, minha presença é por ti desejada.
Se há dúvidas em seu coração não fui eu a semear, a sedução e a paixão são mestras na arte de enganar .
Estou presente no ar que respira e em tudo que te inspira nas arestas do tempo e em todos os meandros da vida.
A solidão findará quando você conseguir enfim perceber,
que só com sinceridade e afeto pode o Amor genuíno florescer.
Reedição de texto publicado recentemente sob outro pseudônimo
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