quinta-feira, 14 de junho de 2018

Tu





    


     Tu , um mensageiro fogoso,
  
     vens através dos ventos

     aliciantes do Olimpo

     incendiar a torre campaneira

     onde brasas ali mantidas

     reavivam em  tormentosas labaredas


     Tu, o homem que na palavra

     traz o gozo fugaz em desalinho

     com as famigeradas contradições

     que  são tidas como pecados em ufanismo

  
    Tu, um bardo sem pátria e sem destino

    liberta os nós que atam

    a sensualidade ao puro hedonismo


   Tu, homem maculado pela intensidade carnal

   faz da lira sua Mestra, abusa e usa dela

   fazendo orgásticas sensações pularem

   em corpos difusos feito hereges no abismo.


   Tu , homem que se alimenta da seiva

   que brota em corpos distantes

   voltando  a ti como uma onda prazerosa

   que só  compreendem os bons  amantes



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