segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

O homem do mar






  
Na enseada aportou
ele sem avisar
veio de longe
veio do mar!

   Veio sem se importar,
com os incrédulos 
   olhares dos moradores
  do lugar

  Buscou naquela parada
  encontrar o amor
  que um dia deixou ali
sem tardar começou 
a todos inquirir. 

   Por onde ele andou
sempre  lembrara
do seu grande  amor.
   Lembranças ele guardara 
   que o tempo não apagou 
      
  Vasculhou cada canto 
    daquele pacato povoado 
 pediu ajuda aos ventos 
    que o fizeram de bom grado 

Ao sussurrar o nome dela
 O ar por um silvo foi inundado 
   nenhuma resposta veio
   do nome que estava sendo
chamado

Entre pedras e rochedos 
procurou com exaustão 
Sem nenhum segredo 
Entoava ali sua sina
numa canção 
  
  Acreditavam que a loucura
Tinha ali sua  participação 
Naquela insana procura 
Faltava ao homem a  razão
   
Começaram então a surgir 
ondas de inquietação 
Nas casas ,velas acesas
piedosos fizeram a ele
uma oração.
Freneticamente, percorreu 
Vielas e cercanias 
 Não conseguia ele entender 
como um amor assim,
tal qual papel na ventania,
possa desaparecer .


 Entristecido e solitário 
Vai vagando a esmo
na noite  vazia 
no coração apenas um apelo 
e aos seus pés 
Somente a areia fria

Sentia em seu peito 
a dor da solidão que o engolia
Ansiava por aquele amor
  a quem fez juras um dia

Ao longe sombras 
e o silêncio em perfeita agonia
Na praia as lágrimas 
jaziam da perda que 
ele agora sentia

Adentrou na escuridão 
Foi desaparecendo, lentamente 
Levando com desolação 
a imagem de um amor ausente

Veio de longe
Veio do mar...
Foi para longe
   Foi para o mar...







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